Tá isso foi apenas uma brincadeira com o primeiro dia de aula, que para alguns vai ser amanhã. Ok, vamos ao que interessa.
O DIA DOS PAIS
Como todos sabem Estou muito cansado para escrever alguma coisa (desculpem) e por isso vai um poeminha para nossos queridos pais.
Pensei que fosse fácil fazer-te um poema, papai.
que a gente não pode escrever.
Vejo os calos das mãos que contam histórias de enxadas,
caminhando pelos campos; e histórias de chinelos,
Vejo os calos dos joelhos, que contam histórias humildes de horas silenciosas, conversadas com Deus.
Vejo as rugas da fronte que falam das rugas da alma como sulcos da terra que as chuvas abriram.
Vejo os pés cansados, rasgados por espinhos, que a gente não vê.
Eu me lembro de um pai, que dorme de olhos abertos pensando no filho, que não abre os olhos.
Lembro-me de um pai,
Que varre o lixo das ruas,
Pensando no lixo das casas,
Que não pode varrer.
Lembro-me de um pai,
Que bebe suas mágoas na garrafa,
Pensando matar as mágoas da vida.
Lembro-me de papai:
É difícil fazer um poema para ti,
Que vives o poema mais lindo.
Afonso Ritter


























0 Comentários:
Postar um comentário
Regras:
Faça comentários somente sobre essa postagem, outros assuntos como parcerias, encomendas de template e outras coisas envie um e-mail.
Comentários com insultos ou escritos em miguxês serão excluídos.
Não faça spam, comentários com endereço ou links de blogs serão deletados.